Ontem prestigiei o lançamento do pequeno grande livro "Jaculatórias".
Muitas formalidades por conta do Conselho.
Muita alegria, emoção e prazer por parte do autor.
Que a obra "provoque" e cumpra o seu dever.
"Um homem feliz é àquele que tem família. Um homem sem família é um filósofo".
Nelson Rodrigues apenas na lembrança, houve muitos autógrafos.
Foi muito bom estar presente!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Escrevi na Folha!
"Diante de tanta informação cresce cada vez mais a confusão e logo a demanda por orientação para se saber o que é relevante."
"Levantamentos feitos com jovens mostram as dificuldades que estes têm em se adaptarem a empregos pela inabilidade em focar, se aprofundar e sintetizar".
"Estudos de psicólogos de Harvard definem como uma das principais habilidades contemporâneas a capacidade de síntese, o que traduzindo, significa saber o que é relevante".
"A era da comunicação está apressando a educação".
"Nada melhor para desenvolver o poder de síntese do que a poesia".
Trechos extraídos de FSP - 18/10/2009 - Devolta para o futuro - Gilberto Dimenstein
"Levantamentos feitos com jovens mostram as dificuldades que estes têm em se adaptarem a empregos pela inabilidade em focar, se aprofundar e sintetizar".
"Estudos de psicólogos de Harvard definem como uma das principais habilidades contemporâneas a capacidade de síntese, o que traduzindo, significa saber o que é relevante".
"A era da comunicação está apressando a educação".
"Nada melhor para desenvolver o poder de síntese do que a poesia".
Trechos extraídos de FSP - 18/10/2009 - Devolta para o futuro - Gilberto Dimenstein
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Chintale!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
ARTE x CIÊNCIA
" Capacidade humana de criação e sua utilização com vistas a certo resultado, obtidos por diferentes meios."
x
" Conjunto metódico de conhecimentos obtidos mediante a observação e a experiência"
sábado, 19 de setembro de 2009
Growing !
Passando a pequena mão sobre o rosto, ligeiramente inclinado, com a cabeça apoiada sobre a cadeirinha no banco de trás:
- Pai "tô" ficando grande!
- Como filho?
- Olha, tenho barba!
* Quinze para as onze da noite, voltando do jantar de aniversário da vovó Sônia.
- Pai "tô" ficando grande!
- Como filho?
- Olha, tenho barba!
* Quinze para as onze da noite, voltando do jantar de aniversário da vovó Sônia.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Universidades do Brasil
As Universidades de Hoje são representadas pelo desinteresse dos alunos e pela asfixia burocrática dos professores.
Russel Kirk nos anos 50, observava que a Universidade era o objetivo da classe média, de gentes sem posses. A vida acadêmica começava a entrar em agonia e a proletarização dos universitários se tornou inevitável.
Dar aula representava ascensão social e o carreirismo assolaria a academia como assola qualquer emprego.
Muita gente que vai dar aula na Universidade não é tão brilhante ou tão interessada em conhecimento.
Muitos alunos e professores buscam a Universidade não para conhecer mas sim para transformar o mundo e ascender socialmente.
A obrigação da Universidade de produzir conhecimento de impacto social é tão instrumental quanto produzir especialistas na última versão do Windows.
O utiliritarismo quase sempre ama a mediocridade intelectual e a mediocridade funciona. Gera lealdades, produz resultados em massa, convive bem com as estatísticas, evita grandes idéias. Caminha bem entre as pessoas acuadas pela demanda de viver.
A asfixia burocrática conduz tudo em nome da democratização da produção e da produtividade da produção.
A burocracia nasce da necessidade de organização, controle, avaliação. A busca de aperfeiçoamento faz parte do sistema.
A pressão pela produtividade proletariza tanto quanto a pressão pela carreira.
A produção asfixia a universidade em nome de uma universidade mais produtiva, democrática e transparente em sua produtividade
Observamos a passagem da universidade à banal categoria de indústria de conhecimento aplicado, e sob as palmas bobas de quem quer "fazer o mundo melhor".
P.S - Idéias extraídas do texto "Um relatório para a academia" de Luiz Felipe Pondé
FSP 14/9/2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Insanidades Cotidianas I
Paulo detestava tomar multas, porém sempre estacionava e não preenchia o cartão. Na maioria das vezes se dava bem, o que o estimulava a persisitir.
Então, foi multado, e percebeu no exato momento. Largou o que estava fazendo e se dirigiu para o local com a intenção de evitar o prejuízo. Que desculpa utilizar?
- Faz menos de quinze minutos que estou parado aqui.
- Sim - concordou o agente de trânsito
- Eu tenho cartões no carro, veja.
- Deveria tê-lo preenchido antes.
- A placa da zona de estacionamento está obstruída pelos tapumes daquela construção.
- O senhor deve fazer uma reclamação por escrito diretamente no serviço de trânsito.
- Quanto é?
- São R$8,00 e o senhor ganha um cartão com 10 folhas para permanência de meia hora.
Paulo puxa a nota mais alta da carteira para dificultar o troco, como uma tentativa de aborrecer a pobre fiscal. Sem problemas:
- São R$42,00, seu troco. Obrigado!
- Rrrr...brgado.
***
É de manhã cedo e Paulo recebe mais uma multa.
Como da última vez, há cerca de 2 meses, observa a fiscal. Chega antes do término do preenchimento:
- Bom dia!
- Bom dia!
Persiste observando a jovem por uns 10 segundos que também não tolera o silêncio:
- Esse carro é seu?
- Sim.
- São R$ 8,00 com direito a um bloco com 10 folhas para 30 minutos de permanência cada!
- Perfeitamente. Aqui está! - Oferece um nota de R$ 50,00 e reitera - Fique com o troco.
- Não senhor, não...
- Para comprar umas balas, tomar um café, o que for!
- Mas eu não posso!
- Passe bem. - A jovem guardou o troco em sua pochete e fez um pequeno relatório do que se passou.
Paulo começava a demonstrar sinais de insanidade.
***
É meio-dia e Paulo vai pagar uma conta no banco. É inseguro quanto ao uso da internet, mas muito experiente no caixa eletrônico. Passa rapidamente pela fila e paga cinco contas em menos de 5 minutos. Um recorde. Ao chegar ao carro se depara com uma mulher de uns 40 anos que, uniformizada, anotava sua placa na multa.
A vaga que havia conquistado com tanto zelo e a rapidez com que passou no banco àquela hora do dia se misturavam a raiva e angústia por ter esquecido de preencher o tal cartão. Ou melhor, por não tê-lo preenchido. Ao se aproximar da fiscal.... ficou louco.
- O senhor é o dono deste carro?
- Aaaabbbbaaaa. GRuiiinnnnn.
- ?
Um silêncio breve, a jovem senhora ficou um pouco tensa, continuo preenchendo o cartão e o colocou no para-brisa logo se retirando do local. Paulo que neste momento babava, aparentemente catatônico ao lado do carro, retirou a multa, a rasgou e a engoliu. Entrou no carro e foi embora. A fiscal agora multava dois carros mais a frente.
Então, foi multado, e percebeu no exato momento. Largou o que estava fazendo e se dirigiu para o local com a intenção de evitar o prejuízo. Que desculpa utilizar?
- Faz menos de quinze minutos que estou parado aqui.
- Sim - concordou o agente de trânsito
- Eu tenho cartões no carro, veja.
- Deveria tê-lo preenchido antes.
- A placa da zona de estacionamento está obstruída pelos tapumes daquela construção.
- O senhor deve fazer uma reclamação por escrito diretamente no serviço de trânsito.
- Quanto é?
- São R$8,00 e o senhor ganha um cartão com 10 folhas para permanência de meia hora.
Paulo puxa a nota mais alta da carteira para dificultar o troco, como uma tentativa de aborrecer a pobre fiscal. Sem problemas:
- São R$42,00, seu troco. Obrigado!
- Rrrr...brgado.
***
É de manhã cedo e Paulo recebe mais uma multa.
Como da última vez, há cerca de 2 meses, observa a fiscal. Chega antes do término do preenchimento:
- Bom dia!
- Bom dia!
Persiste observando a jovem por uns 10 segundos que também não tolera o silêncio:
- Esse carro é seu?
- Sim.
- São R$ 8,00 com direito a um bloco com 10 folhas para 30 minutos de permanência cada!
- Perfeitamente. Aqui está! - Oferece um nota de R$ 50,00 e reitera - Fique com o troco.
- Não senhor, não...
- Para comprar umas balas, tomar um café, o que for!
- Mas eu não posso!
- Passe bem. - A jovem guardou o troco em sua pochete e fez um pequeno relatório do que se passou.
Paulo começava a demonstrar sinais de insanidade.
***
É meio-dia e Paulo vai pagar uma conta no banco. É inseguro quanto ao uso da internet, mas muito experiente no caixa eletrônico. Passa rapidamente pela fila e paga cinco contas em menos de 5 minutos. Um recorde. Ao chegar ao carro se depara com uma mulher de uns 40 anos que, uniformizada, anotava sua placa na multa.
A vaga que havia conquistado com tanto zelo e a rapidez com que passou no banco àquela hora do dia se misturavam a raiva e angústia por ter esquecido de preencher o tal cartão. Ou melhor, por não tê-lo preenchido. Ao se aproximar da fiscal.... ficou louco.
- O senhor é o dono deste carro?
- Aaaabbbbaaaa. GRuiiinnnnn.
- ?
Um silêncio breve, a jovem senhora ficou um pouco tensa, continuo preenchendo o cartão e o colocou no para-brisa logo se retirando do local. Paulo que neste momento babava, aparentemente catatônico ao lado do carro, retirou a multa, a rasgou e a engoliu. Entrou no carro e foi embora. A fiscal agora multava dois carros mais a frente.
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